Um policial civil lotado na Delegacia de Muriaé, na Zona da Mata mineira, foi preso, nesta segunda-feira (22/9), durante a operação Mateus 6:24, que tem o objetivo de combater crimes de corrupção passiva, concussão e embaraço à investigação envolvendo organização criminosa.O agente é acusado de exigir propinas de pessoas particulares com o intuito de liberar bens apreendidos em inquéritos policiais, além de atuar de forma ilícita para interferir no andamento de investigações em curso na cidade.
Na ação, que foi realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Polícia Civil (PCMG) foram cumpridos 11 mandados judiciais em Muriaé e Mercês (165 km de distância de Muriaé).
De acordo com o MPMG, o agente possui histórico de uso excessivo de violência e grave ameaça, abusando de sua autoridade para intimidar vítimas. Ao todo, as autoridades cumpriram contra o policial civil:
Um mandado de afastamento do investigado de suas funções na PCMG;
Um mandado de recolhimento de armas de fogo particulares e funcionais;
Um mandado judicial de proibição de acesso a sistemas de informações policiais;
Um mandado de proibição de contato e frequência nas unidades das Delegacias de Polícia Civil de Muriaé;
Um mandado de proibição de contato com vítimas, familiares, testemunhas e informantes do caso;
Um mandado de suspensão da posse e porte de armas de fogo.
Apreensão de dispositivos eletrônicos, munições, documentos e outros materiais relevantes para a apuração dos crimes.
“A operação também apura a participação de outras pessoas no esquema criminoso, que envolvem a cooptação de terceiros para facilitar e dar continuidade às práticas ilícitas”, disse o órgão.
Segundo o MPMG, a ação visa não apenas combater a corrupção dentro das instituições policiais, mas também reforçar o compromisso das autoridades com a integridade das investigações e o combate à criminalidade organizada em todo o estado.
Fonte: Jornal O Tempo.
