Casal de Araponga conquista 1º lugar em concurso de qualidade do café do Sistema Faemg Senar

Araponga se destaca pela qualidade dos cafés e este ano o casal de produtores rurais do município, Carlos Martins e Stéfane Martins confirmou a tradição com uma importante conquista: o 1º lugar no 9° Cupping do programa de Assistência Técnica e Gerencial - ATeG Café+Forte, na categoria arábica natural da região das Matas de Minas.

A premiação aconteceu este mês durante a Semana Internacional do Café (SIC), evento que os produtores acompanham há três anos e que, segundo Carlos, tem sido importante para a evolução do seu trabalho. “A SIC é uma maravilha. A gente se conecta com pessoas diferentes, conhece parceiros, e ser finalista do Cupping e receber o prêmio lá foi muito gratificante”.

O produtor também destaca a importância do ATeG Café+Forte desde a produção à comercialização. “O ATeG trouxe a chance de mostrar nosso trabalho para o mundo”, destacou Carlos, emocionado com o reconhecimento. “É um sonho ter minha marca reconhecida. Ficamos em primeiro lugar e isso é uma bênção. Para quem vive do café, conquistar esse espaço é muito difícil, mas estamos no rumo certo”.

O grupo do qual o casal faz parte é viabilizado em Araponga por meio do Sindicato dos Produtores Rurais de Viçosa.  O técnico de campo do ATeG Café+Forte, Gustavo Nogueira, acompanha de perto a evolução do casal e destaca o papel da profissionalização no resultado. “Araponga tem altitude e clima favoráveis, mas a topografia exige muito do produtor. Trabalhamos nutrição, análise de solo e folha, controle de doenças e pós-colheita, que é determinante na qualidade”, explica.

Segundo ele, Carlos se sobressai pelo cuidado minucioso em todas as etapas: colhe grãos bem maduros, faz seleção rigorosa, lava, e  seca o café no terreiro suspenso. “A região ajuda, mas a dedicação do produtor é fundamental. E nisso ele se destaca”, reforça o técnico.

Café especial campeão


A trajetória do casal no café especial começou em 2018, marcada por desafios. No início, faltavam compradores, conhecimento técnico e até noções básicas de preparo de amostras. Foi então que decidiram investir em qualificação. “Aproveitamos todos os cursos do Senar Minas e isso nos ajudou demais”, conta o produtor.

O esforço e a qualificação começaram a dar frutos a partir de 2022, quando vieram as primeiras classificações em concursos de qualidade. Em 2025, além do título no ATeG, o casal ficou em 5º lugar no Green Gold Coffee, o primeiro concurso de café zero agrotóxicos do Brasil.

“Hoje, quase todo ano somos finalistas em concursos. Estamos contando a nossa nossa história.  Somos os primeiros da família a fazer café especial e queremos  deixar esse legado para nossos filhos”, celebra.

A esposa, que atua junto em todas as etapas da atividade, dividiu a emoção da vitória no Cupping ATeG e em todas as conquistas do ano. “Saí de casa com o sentimento de que ia dar certo na SIC e deu! Primeiro lugar no ATeG. No COY, participamos pela primeira vez e ficamos entre os 150 melhores do Brasil, o que já é uma alegria enorme”, contou Stéfane.

A cafeicultora ainda lembrou que a premiação no ATeG e a visita à SIC aproximaram o café produzido no Sítio Renego de novos compradores. “Participamos de rodadas de negócios e  temos pelo menos seis compradores interessados no nosso café. Voltamos para casa com a sensação de trabalho bem feito e de reconhecimento”, finalizou.

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