Uma força-tarefa coordenada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou 89 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em fazendas de café nos municípios de Mutum, Santana do Manhuaçu e Alto Caparaó.
A operação contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal. Segundo a fiscalização, todos os trabalhadores estavam sem registro em carteira.
Durante as inspeções, foram encontradas diversas irregularidades, como ausência de banheiros nas frentes de trabalho, falta de equipamentos de proteção individual e alojamentos em condições precárias em algumas propriedades.
Entre os trabalhadores resgatados também havia mulheres. A operação foi a maior do tipo realizada em Minas Gerais neste ano.
Ao todo, cerca de R$ 654,6 mil foram pagos em verbas rescisórias às vítimas. Uma das empregadoras ainda não quitou todos os valores e poderá ser autuada novamente e responder na Justiça. A Auditoria-Fiscal informou que a operação foi motivada pelo aumento de denúncias durante a colheita do café e reforçou o compromisso de combater esse tipo de exploração.
Com informações do Portal Caparaó




